
Nesse sábado rolou o encontro de três blogueiros cariocas, eu, Fernando e o Daniel.
Começamos com um almoço no Frontera de Ipanema. Lotadaço, como era de se esperar num fim de semana pré-carnaval já cheio de blocos pela cidade.
Depois, com aquele sol escaldante, fomos à praia de Ipa, na área da Denise. Um calor insano, um mar limpo, ondas sensacionais, muito papo na areia. A gente tem assunto demais.
Estava conversando com um outro amigo ali perto, o Valdir, quando de repente uma mulher que estava na barraca ao lado avisa que uma menina de rua tinha acabado de roubar o celular dele que estava na cadeira. Fomos até o calçadão e achamos a menina reunida com outras checando o que cada uma tinha roubado, é mole?
Chamamos a Guarda Municipal que pegou o grupo. A menina q roubou o celular tinha DEZ anos e, segundo o guarda, era mandada pelas outras pra fazer esses roubos na areia pq as mais velhas sabiam que pra criança de tão pouca idade não acontece muita coisa se ela é pega. Mesmo assim a guarda disse q podia levá-las à delegacia, mas Valdir decidiu não fazer isso, depois que a menina de dez anos começou a chorar. O pior foi ela dizendo pro guarda que tinha "achado o celular no chão".
Voltei pra areia e contei pra Fernando e Daniel sobre o caso; e expliquei que essa é uma das razões pelas quais não levo celular nem nada caro pra praia: quando vc menos espera vc é assaltado.
Nós ficamos na praia até depois do lindo pôr-do-sol (uma galera se mete a aplaudir sempre, o q eu acho particularmente uma besteira).
Fomos então procurar um lugar pra comer, mas como a Avenida Vieira Souto estava interditada e entupida de gente por causa do bloco Simpatia É Quase Amor, assim também estavam os locais para comes e bebes.
Antes porém de acharmos uma área tranquila pra sentar e comer, passei um perrengue daqueles até achar um local pra mijar.
Tive q deixar Fernando e Daniel esperando por mim uns 15 minutos na Avenida Visconde de Pirajá enquanto eu andava quarteirões procurando ALGUM banheiro químico, para não ter que mijar na rua mesmo, algo q eu não queria.
O número de banheiros químicos disponíveis NÃO É NEM DE LONGE SUFICIENTE pra imensa massa humana que esses blocos reúnem.
Fora que os banheiros são MUITO DISTANTES uns dos outros, e se localizam ainda somente perto da orla. Ou seja, se vc está, como nós estávamos, na Visconde de Pirajá tinha q VOLTAR À ORLA pra achar algum lugar oficial para mijar.
UM ABSURDO prender quem mija na rua se NÃO SÃO DADAS OPÇÕES SUFICIENTES PARA AS PESSOAS.
Passei um aperto terrível por causa disso. E também porque, como era de se esperar, todos os locais de comércio nas ruas de Ipanema (os McDonald´s, Bob´s, Blockbusters e afins)ou colocavam avisos dizendo que os banheiros estavam com defeito/sem água ou informavam que as instalaçoes eram apenas para clientes. Ou seja: foda-se os outros.
AFINAL, ao achar um banheiro químico e enfrentar a fila q vc imagina q estava para meia dúzia desses banheiros....tive q encarar o indescritível odor e o estado putrefato do interior do cubículo. Nem vou descrever tudo q estava lá dentro, a variedade de cores presentes e etc para não dar ao leitor ânsia de vômito. Optei por respirar pela boca para conseguir fazer o que precisava.
Sai de lá muito irritado e fui encontrar os caras de novo.
Fomos então achar um local pra comer e escolhemos um árabe, Läffä. Uma das primeiras coisas q perguntei pra fincar acampamento lá era se o banheiro estava funcionando. Lá pelas tantas quando fui tentar ir, não teve um funcionário que me veio com aquela desculpa do "está sem água"? Tive q dizer q tinha perguntado antes de sentar lá se estava tudo OK e, quando o cara viu q eu não era um passante da rua qualquer e sim um cliente q estava consumindo, disse q eu estava então autorizado a usar, que ainda "devia ter um pouco de água no cano". Ódio.
O dia estava realmente intenso, pq fizemos os pedidos e ficamos esperando MUITO tempo. Um casal chegou depois da gente, pediu, comeu, bebeu, estava indo embora e a gente lá ainda sem comer. Até que veio a garçonete dizer que o pedido do Daniel (cordeiro) tinha acabado e que o meu e o do Fernando estava quase pronto. Daniel trocou o pedido e esperamos mais um tempãããão.
Outra mesa ao nosso lado de CINCO pessoas chegou, sentou, escolheu, pediu, esperou, recebeu a comida e a gente nada.
Tive q ir falar com o gerente e ele disse q ia ver o q estava acontecendo. Mais um tempo e nada. Tive q levantar e ir até o fundo da loja falar com o mesmo gerente que nem o meu pedido e nem o do Fernando tinha chegado. Ele explicou que por causa do problema da mudança do Daniel o meu e o do Fernando teve q ser REFEITO. Enfim, foi um inferno, mas depois que a comida chegou e que a gente passou a pedir direto pra esse gerente a coisa andou.

No final, eu ia pagar a conta normalmente, mas Fernando ponderou que a gente não devia pagar os 10%. Eu hesitei porque nunca havia deixado de pagar essa parte, mas chamamos o gerente e explicamos a insatisfação. Ele entendeu, se desculpou e foi mais tranquilo do que eu imaginava.
Na mesa havia um papel oficial do estabelecimento dizendo algo como "Acabamos de inaugurar, nossos serviços estão se adequando ao seu padrão de exigência. Agradecemos a compreensão". Manteiga derretida como eu sou, eu teria aceitado essa justificativa e pago os 5 reais de 10% da conta. Mas talvez eu tenha que ser menos bonzinho, não sei. Fernando disse que é assim que eles se esforçam pra aprimorar os serviços. Opiniões?
No final, eram quase 22h, passamos SETE horas juntos. Foi muito papo, assunto que não acabava mais.
Pena que o Thiago do Introspecthive, que foi quem apresentou formalmente nós três há um tempinho atrás em outro encontro blogueiro, não pôde ir dessa vez.
Mas oportunidades não faltarão. Do jeito que esses encontros são bons, logo logo a gente arma outro. :)
Enquanto isso, no Big Brother...viram o Eliéser nesse sábado vestido de mulher e dançando Britney Spears? E a seção "Será que Eliéser?" do Kibe Loco? Mega criativo o nome.





























